Uma boa higienização e visitas de rotina ao dentista evitam o agravamento desse tipo de problema

Gengivite e periodontite são as duas principais doenças relacionadas à periodontia. Seus sintomas são semelhantes: o mau hálito, a mudança de tonalidade da gengiva para o vermelho vivo ou roxo, além de ficarem inchadas, sensíveis ao toque e com sangramento fácil. Normalmente, os problemas periodontais começam com uma gengivite e evoluem para a periodontite, que pode fazer com que os dentes fiquem soltos e até mesmo caiam.

A higienização adequada e frequente é a melhor forma de evitar as doenças periodontais. A escovação correta após as refeições, o uso do fio dental e dos enxaguantes bucais periodicamente evitam o acúmulo da placa bacteriana, que é responsável pelos sintomas incômodos das gengivites e periodontites. O ideal é ficar atento a pequenos sinais dados pelo corpo, que podem indicar o início do problema, como sangramentos, especialmente no momento de usar o fio dental.

“Além da boa higiene, as visitas de rotina ao dentista a cada seis meses impedem que essas doenças cheguem a estágios mais graves ou causem incômodos ao paciente”, explica o dentista Paulo Nacarato, que realiza tratamentos de periodontia em São Paulo, na sua clínica localizada no bairro Jardins.

Saiba a diferença entre gengivite e periodontite

Gengivite – Trata-se do início do processo inflamatório nas gengivas, sem atingir os locais onde estão localizadas as raízes dos dentes. O processo de evolução da doença depende de cada paciente e do quadro em si.

Periodontite – Todas são uma evolução das gengivites, mas afetam os tecidos que sustentam os dentes, por isso são mais graves e têm consequências mais severas. A periodontite é evitada com o tratamento adequado no início da inflamação.

Qual o momento de realizar a cirurgia periodontal?

Os problemas periodontais são tratados de forma relativamente simples pelo profissional. Mas, para tal, é preciso que os quadros ainda estejam em seu período inicial. Caso o paciente chegue ao consultório odontológico já com uma situação avançada, a cirurgia periodontal será cogitada. Por isso, o paciente precisa ficar atento a alguns sinais e incômodos na sua boca e realizar a consulta periódica (semestral ou anual).

Nossa boca está repleta de bactérias e algumas delas começam a se acumular ao redor dos dentes após as refeições. Se a limpeza não for realizada da forma correta, elas se multiplicam, transformando-se na conhecida placa bacteriana. Ela é a responsável por causar inflamações e contribuir para as doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, já citadas. Na maior parte dos casos, a higienização correta em casa, associada à profilaxia em consultório, costuma dar conta do problema.

Quando já há algum tipo de doença constatada, é fundamental que o paciente procure um profissional para evitar o agravamento do quadro, consequência das chamadas bolsas periodontais. Essas inflamações já não conseguem mais ser tratadas na residência e passam a afetar a qualidade de vida (problemas na mastigação, dores e outros incômodos).

Em um segundo momento, as bactérias tomam conta de outros tecidos da boca (duros e moles), chegando a afetar até mesmo as raízes dos dentes – o que podem a quedas.

O momento da cirurgia periodontal

A cirurgia periodontal só é necessária nos casos mais graves, quando a infecção começa a se aproximar (ou já tomou conta) dos tecidos moles.

Os procedimentos que costumam ser adotados no tratamento são a chamada raspagem e alisamento radicular, que costuma ser ainda mais eficiente se associado ao uso da laserterapia de alta potência. Esse tratamento visa remover as bactérias das chamadas bolsas periodontais, a base para a infecção bucal.

Por meio de aparelhos ultrassônicos, é feita a remoção da placa, do tártaro e de qualquer resíduo que fique abaixo da linha da gengiva – ou seja, não conseguem ser retirados de outra forma. É difícil especificar quantas sessões são necessárias para o tratamento, mas estima-se de duas a quatro, conforme a gravidade.

Essa limpeza mais profunda ataca a boca como um todo, dos tecidos mais visíveis às raízes. Dessa forma, o paciente consegue recuperar a sua capacidade de higienização que, devido às bolsas periodontais, ficou comprometida.

Pós-operatório

A recuperação do paciente costuma ser rápida e com poucos incômodos e dores. Nos primeiros dias, é comum sentir a gengiva inchada e dolorida, por isso, em geral, recomenda-se o uso de gelo para reduzir o inchaço e o consumo de analgésicos e anti-inflamatórios.

Outro ponto fundamental é a higienização, seguindo as orientações do dentista. Especialmente no início, o paciente deve evitar colocar muita força e movimentar a escova com muita atenção. O uso do fio dental será contínuo, e o profissional costuma receitar enxaguantes bucais específicos, que contribuem tanto para a cicatrização quanto para a higienização.

Busca um dentista no Jardins para tratar de casos periodontais? Entre em contato com a Clínica Nacarato e agende a sua consulta.

CategoryPeriodontia

Responsável Técnico - Dr. Paulo Nacarato (CROSP 36130)| Clínica Nacarato Odontologia (CROCL9597)

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