A medicina ortomolecular e outros estudos mostram o impacto negativo que a amálgama dentária traz para as pessoas; a remoção beneficia a saúde e a estética bucal

Durante muitos anos, a amálgama foi utilizada para a restauração das cavidades dentárias, devido à durabilidade e baixo custo. As amálgamas dentárias, utilizadas na restauração dos dentes, principalmente no caso dos dentes cariados, eram feitas de materiais pesados, como o mercúrio.

Como consequência do uso desse material, além da pigmentação escura, está a intoxicação pela presença constante de metais pesados. Por conta disso, com o passar do tempo, a liga foi substituída por porcelanas e resinas compostas, tão resistentes quanto o amálgama, mas menos prejudiciais à saúde e a procura pela remoção de amálgama cresceu.

Associação Brasileira de Odontologia afirma que os males ocasionados pelo uso da amálgama dentária são perigosos. O mercúrio é um metal pesado que pode causar problemas de saúde ao paciente, desde doenças mais simples, como dores de cabeça, até complicações neurológicas.

Além do mercúrio, as amálgamas são compostas por ligas de metais, como prata, cobre, estanho e zinco. O mercúrio, por exemplo, pode afetar o sistema nervoso e os rins, além de ser rapidamente absorvido pela corrente circulatória em três momentos distintos: na colocação da restauração, durante o período em que fica na boca e durante a sua retirada.

Já a prata tende a alterar as bactérias intestinais, enquanto o estanho pode influenciar o sistema imunológico. “Os males são inúmeros, pois as ligas misturam vários metais e cada um atinge uma área do corpo”, explica Paulo Nacarato, dentista no Jardins, em São Paulo.

Algumas pessoas podem pensar: “mas eu utilizo isso faz mais de vinte, trinta anos e nunca me aconteceu nada”… É aí que mora o perigo.

Doenças graves

Um paciente intoxicado pela amálgama dentária pode ter diversos sintomas, como dores articulares, alterações cardíacas, zumbidos ou inquietações, entre outros. As sensibilidades a campos eletromagnéticos ou luzes fluorescentes também estão presentes.

O problema cresce quando essa intoxicação resulta em doenças degenerativas graves, como esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson. “O mais difícil é relacionar os sintomas às amálgamas, pois elas ficam esquecidas na boca e ninguém imagina que elas possam causar tantos problemas”, relata o dentista.

Perdas dentárias

E não se trata só do risco de contaminação. A presença de amálgamas por muito tempo na boca dos pacientes pode levar à perda dos dentes. A lógica é bastante simples: existem estudos que apontam que, se houver pressão demasiada sobre o amálgama (caso do bruxismo ou de apertamento dentário), ele pode levar a uma fratura vertical da raiz do dente. Ou seja, em casos mais antigos, a visita ao dentista é importante para evitar a perda do dente.

Um dos fatores importantes deste processo é que, na maioria dos casos, a fratura da raiz do dente não é acompanhada de dor, o que faz com que, assim como a presença do amálgama na boca, ela se torne em um tipo de risco silencioso. Dois dos sintomas relatados por pacientes e que podem indicar uma fratura dentária são uma sensação estranha ao mastigar – não necessariamente algum tipo de incômodo – e a presença de barulhos, especialmente em dentes com próteses.

Fraturas verticais e longitudinais

Existem dois tipos de fraturas que atacam a raiz dos dentes: as longitudinais e as verticais. O primeiro caso é o mais grave e, via de regra, exige a retirada imediata do dente. No caso dos problemas verticais, eles podem ter solução menos drástica, mas precisam ser observados cuidadosamente pelos profissionais. Não são situações de fácil diagnóstico pelo profissional.

Em ambos os casos, há uma necessidade de acompanhamento imediato, visto que, quanto mais tempo a situação for levada, mais complexa tende a ser a solução. Os casos de fraturas verticais se tornam ainda mais comuns em amálgamas extensos, com mais de uma década de sua implantação. É comum que esse tipo de quadro condene um dente.

Acompanhamento para evitar a perda dentária

Por isso, para pessoas que estão com amálgamas há muitos anos, é importante marcar uma consulta para avaliar a situação. Baseado no relato e nos sintomas clínicos, o dentista pode pedir exames de imagem, como o raio X e até mesmo a tomografia computadorizada para identificar o problema. Em caso de fratura, o mais comum é o paciente ter que se submeter a um procedimento de implante dentário, visto que a fratura da raiz, em muitos casos, é um processo sem volta para o paciente.

Estética prejudicada

Outro fator que derruba a amálgama é o aspecto estético. Ao realizar o procedimento, o dente fica com uma coloração prateada, típica dos metais da composição do material. Por isso, muitas pessoas que realizaram o tratamento há alguns anos com essa técnica estão interessadas em fazer a troca.

Nos últimos anos, a resina composta se tornou mais comum nos consultórios odontológicos, especialmente pelo fato de ser branca e conseguir reproduzir fielmente a coloração dos dentes, alcançando um excelente resultado estético, além da segurança no procedimento. Contudo, esse tipo de material apresenta durabilidade menor, o que exige manutenções mais constantes.

Apesar disso, é o prateado da restauração de amálgama que causa os maiores incômodos. “A maior parte dos profissionais opta pela resina composta. Embora tenha durabilidade menor do que o amálgama, oferece mais segurança ao paciente, além do benefício estético”, explica Nacarato, que já atuou como professor do curso de Odontologia da USP.

Falhas em restaurações dentárias: maus hábitos que prejudicam

O sucesso de um procedimento dentário muitas vezes não depende só do profissional, do caminho escolhido e dos materiais usados. Os pacientes também devem seguir as recomendações, que evitam o surgimento de problemas. No caso de falhas em restaurações dentárias, uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh e de Recife, publicada na revista Frontiers in Medicine, mostrou que o consumo de álcool e o cigarro pode ser um dos responsáveis por esse problema.

Em um primeiro momento, os pesquisadores não encontraram diferenças significativas entre os pacientes que realizaram o procedimento com resinas compostas ou com amálgama. No entanto, o estilo de vida dos pacientes se mostrou determinante na análise das taxas de sucesso do procedimento.

O ato de fumar e de beber (a pesquisa não indica a quantidade) fez com que as taxas de sucesso em procedimentos que necessitavam do preenchimento (seja com amálgama ou resina) fossem menores do que em outros grupos pesquisados. Aspectos genéticos também podem comprometer os resultados.  

Os preenchimentos podem falhar por uma infinidade de razões, especialmente o reaparecimento da cárie inicial ou até mesmo o fato de o preenchimento usado durante o procedimento se desprender no futuro. Por isso, é importante que os pacientes sigam as recomendações médicas e procurem adotar bons hábitos para a sua vida, especialmente evitar o cigarro e o consumo em excesso de bebidas alcoólicas.

Como fazer a remoção de amálgama dentária?

É possível realizar a remoção de amálgama dentária com a restauração da existente por uma resina composta que, além de ser branca e não afetar a estética, não compromete a saúde. O procedimento é simples, mas exige o acompanhamento de um profissional experiente para que não ocorra o vazamento de vapor do mercúrio.

“Realizamos a remoção de amálgama de forma segura, evitando o vazamento do material e a exposição do paciente a riscos perigosos. Há um protocolo para o procedimento, que envolve cuidados para que o material não vaze, evitando que o paciente corra o risco de ingerir o vapor de mercúrio, que comprovadamente é nocivo”, afirma Nacarato. Além disso, o descarte é importante e deve ser consciente.

Em primeiro lugar, vá a um profissional experiente, que domine as técnicas de remoção de amálgama e restaurações, já que este é um dos momentos críticos para a ingestão do vapor de mercúrio.  Ele poderá analisar a situação das suas restaurações e explicar o passo a passo do procedimento, além de auxiliar na escolha pela porcelana ou resina para substituir a amálgama.

“As pessoas estão se conscientizando sobre o assunto, por isso, as remoções das restaurações de amálgama têm trazido muitos pacientes ao consultório, todos satisfeitos com o resultado final”, afirma Nacarato, que realiza o procedimento em sua clínica em São Paulo. Quase todos podem realizar as alterações de restauração, exceto grávidas e lactantes.

Resina x porcelana

Uma das opções para a remoção de amálgama mais recomendadas são as trocas pelas resinas, mais seguras e esteticamente adequadas. No entanto, embora ao longo dos últimos anos as facetas de porcelana tenham se tornado as queridinhas dos consultórios, o uso das resinas não deve ser descartado. Veja alguns motivos abaixo:

1.     Custo-benefício

As facetas de porcelana são o procedimento mais atual, mais difundido entre as celebridades e, como consequência, mais buscados pelos pacientes em consultório. No entanto, esse tratamento tem um custo mais alto do que as restaurações em resina. Para muitos pacientes, especialmente àqueles que não trabalham com a imagem, a resina será o suficiente para o sorriso ficar esteticamente agradável sem comprometer o orçamento familiar.

2.     Resultado estético bom

Por mais que se compare com as facetas de porcelana, os resultados finais são muito interessantes, sobretudo para as pessoas cuja autoestima é afetada por alguma questão no sorriso. É possível garantir que as restaurações em resinas fiquem nas mesmas cores dos dentes, além de um aumento da resistência frente aos desgastes e ao amarelado – fazendo com que possa ser usada até mesmo em cavidades de tamanho considerado médio.

3.     Prevenção de fraturas dentárias

Todo paciente está sujeito a uma fratura dentária, seja por uma queda, um acidente de trânsito, uma ocorrência durante práticas esportivas, entre outros aspectos. No caso das restaurações em resina, pelo fato de ser fortemente adesivada, ela auxilia na prevenção das fraturas dentárias.

4.     Possibilidade de reparos

A versatilidade do material é uma de suas qualidades que devem ser destacadas. Nesse aspecto, dentro de um certo limite, é possível realizar pequenos reparos sobre eventuais fraturas ou problemas que ocorrem com o passar do tempo. Isso é muito importante tanto pelo aspecto estético quanto o de saúde: se houver falhas na restauração, as chances de ocorrência de cáries aumentam consideravelmente.

5.     Aumento da durabilidade

As resinas compostas, como o amálgama, sempre foram escolhidas pelos profissionais em função de sua durabilidade. De certa forma, profissionais e pacientes faziam uma escolha prática no uso desse tipo de solução, pois evitava a necessidade de se submeter a outro tratamento em um período menor de tempo. Contudo, a restauração em resina é cada dia mais durável, graças à evolução da tecnologia, que permite aos materiais se tornarem mais resistentes, aproximando-se cada vez mais do amálgama.

Odontologia biológica

Você já ouviu falar na odontologia biológica? E no termo dentista biológico? Calma, ninguém está querendo inventar uma nova modalidade da odontologia. Esse é apenas um termo que representa o cuidado com o paciente como um todo, respeitando sua individualidade, o uso de técnicas minimamente invasivas, de tecnologia moderna, tudo que proporcione conforto e bem-estar ao paciente.

Os cuidados com a remoção das amálgamas de mercúrio fazem parte desses protocolos que envolvem a odontologia biológica e o trabalho de um dentista biológico. Afinal, como o caso é de contaminação, são necessários vários preparos para garantir o sucesso para todos.

Por isso, é importante pensar na proteção do paciente e dentista, com uso de máscaras e outros equipamentos especiais que não permitam a intoxicação do material extraído.

“É preciso que o paciente procure por um profissional qualificado para evitar a contaminação durante ou após o processo da remoção da amálgama de mercúrio”, salienta Paulo Nacarato, dentista em São Paulo com mais de 30 anos de experiência.

Quer realizar a  remoção de amálgama dentária em São Paulo? Agende um horário na Clínica Nacarato, no Jardins, próxima a estações de metrô e com estacionamento próprio.

CategoryOdontologia

Responsável Técnico - Dr. Paulo Nacarato (CROSP 36130)| Clínica Nacarato Odontologia (CROCL9597)

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