A placa Michigan auxilia em diversos tratamentos, prevenindo fraturas, minimizando dores e relaxando as musculaturas da face
A placa de mordida Michigan – também chamada de placa de relaxamento ou placa oclusal miorrelaxante – é muito conhecida no meio odontológico, embora ainda seja desconhecida por muitos pacientes. Ela proporciona inúmeros benefícios, atuando no tratamento de doenças e problemas dentais, principalmente os que causam o desgaste dos dentes, como o bruxismo, que também pode afetar a arcada dentária e gerar dores de cabeça ou na face, entre outros sintomas. Além disso, ela também é utilizada para o relaxamento muscular da face e das articulações temporomandibulares, minimizando o cansaço, as dores nos músculos mastigatórios, o desconforto na região e os estalos ao abrir e fechar a boca. Também é recomendada no pós-operatório de diversos tratamentos, como as reabilitações orais e as facetas de porcelana.

Principais usos da placa de mordida

Dentre os possíveis tratamentos realizados com a placa Michigan, estão:

– Prevenção de fraturas e trincas dentais ou nos laminados e coroas cerâmicas;

– Amenizar o bruxismo, ato de ranger os dentes que causa desgaste e dores, e do apertamento dental;

– Diminuição nas dores de cabeça ou dores musculares, que podem ser ocasionadas devido à má mordida;

– Redução dos estalos nas articulações ou em sintomas de disfunção temporomandibular (DTM);

– Relaxamento da musculatura da face.

“As placas de mordida são muito utilizadas para proteger os dentes de possíveis desgastes, bem como para aliviar as articulações temporomandibulares e relaxar a musculatura”, afirma Paulo Nacarato, dentista no Jardins, em São Paulo, que confecciona as placas em seu consultório.

Material da placa e uso adequado

Feita em resina de acrílico, um material resistente e duradouro, as placas de mordida normalmente são bem aceitas pelos pacientes, com rápida adaptação. Existem também as placas de silicone, mas essas não são tão recomendadas devido ao material poroso e à dificuldade na higienização. “É normal um aumento da saliva em decorrência do uso da placa de mordida, mas a adaptação não costuma passar de uma semana”, indica Nacarato.

Para confeccioná-las, o profissional analisa exames de imagem, para posteriormente radiografá-la e construir o molde, conforme as necessidades do paciente. “As placas são feitas com base nesse molde, por isso ficam exatamente com o formato da arcada do paciente e são de uso individual. Elas não podem ser macias e nem rígidas demais e devem ser ajustadas de acordo com o problema do paciente. O material é moldado exclusivamente para cada um”, salienta Nacarato.

Para um resultado satisfatório, é necessário que o paciente siga as recomendações do profissional, que podem variar de acordo com as necessidades e complexidades encontradas. “Em parte dos casos, indicamos a placa para relaxamento muscular e ranger dos dentes, então o uso é predominantemente noturno. Mas existem indicações para uso diurno também, vai depender do propósito”, salienta.

Conservação e durabilidade

Normalmente, as placas de mordida de Michigan podem ser usadas por três a seis meses, considerando o uso diário. A durabilidade depende da intensidade do problema — em casos de bruxismo severo ela pode ser trocada antes. O dentista também é quem determina o tempo de tratamento e a forma de uso – na maior parte das vezes noturna -, que devem ser respeitados pelo paciente. Para higienização, as placas devem ser escovadas – de preferência com escova macia -, e armazenadas em estojo apropriado.

“As placas de mordida e miorrelaxantes não resolvem totalmente um problema na ATM, por exemplo. Mas ela será a responsável pelo alívio dos sintomas, como dor de cabeça ou incômodos nas articulações”, diz Nacarato.

Placa ou outros tratamentos?

Alguns especialistas estão substituindo o uso das placas por tratamentos a laser, mas a verdade é que a placa é muito eficaz, principalmente quando feita com critérios e propósitos específicos.

“Algumas pessoas banalizaram o uso da placa de mordida, confeccionando sem conhecimento dos seus propósitos. Consequência: pacientes insatisfeitos com o resultado ou com a falta dele”, explica Nacarato. Segundo o profissional, a placa pode ser indicada para tratamentos de prevenção ou corretivos.

Outros acompanhamentos podem ser feitos com acupuntura e reabilitação oral. Pode haver a possibilidade de mesclar tratamentos com profissionais de outras áreas, especialmente médicos de diversas especialidades da medicina.

Problemas tratados

Apertamento dentário

Embora pareça algo simples e óbvio de se identificar, o apertamento dentário – que consiste no hábito de apertar involuntariamente os dentes – é um problema difícil de ser percebido pelos próprios pacientes. De certa forma, a situação é muito semelhante ao bruxismo, mas, em vez de ranger (quando um objeto roça contra o outro), há o apertamento dentário, a compressão de um dente contra o outro.

O hábito é prejudicial ao sorriso e à saúde. Dores nos maxilares, de cabeça e até no pescoço costumam ser sentidos, mas nem sempre os pacientes relacionam essas sensações a algo relacionado aos dentes.

Fato é que, se o problema não for identificado, ele pode evoluir, causando uma série de incômodos, além das fraturas dentárias. Por esse motivo, o paciente deve buscar profissionais habilitados em avaliar disfunções temporomandibulares, as chamadas DTMs (leia mais sobre elas abaixo). Os pacientes que realizaram tratamento de canal também devem ter um cuidado adicional, visto que os dentes ficam mais sensíveis e menos resistentes.

Má oclusão dentária

A oclusão dentária correta ocorre quando as duas arcadas se encaixam de maneira adequada. Quando essa situação não é a ideal, ela pode ser um dos elementos que desencadeia o problema. O quadro pode ser corrigido por diversas vias, que incluem desde o tratamento ortodôntico, ajustes nas restaurações dentárias ou implante dentário, no caso de ausência de dentes.

Esse apertamento dentário frequente leva, muitas vezes, os dentes ao limite – e as fraturas são uma das consequências mais severas. Tratam-se de casos mais graves, mas que podem ocorrer e exigir não só uma visita ao dentista, mas a outros profissionais. Em geral, profissionais especializados no sono e exames que monitoram esse período podem ser indicados, assim como identificar alguns aspectos psicológicos.

Disfunção temporomandibular

Sabe quando, do nada, você sente um estalo na bochecha, seja bocejando ou mascando chicletes? Pode não ser nada, mas caso aconteça com frequência ou com pequenas dores associadas é bom dar um pouco de atenção, pois pode ser uma disfunção temporomandibular, a famosa DTM.

“A disfunção temporomandibular é um problema articular, que afeta o maxilar e os músculos mastigatórios”, explica o dentista Paulo Nacarato.

Fatores psicológicos

Via de regra, o apertamento dentário, bruxismo e a DTM estão relacionados a alguns fatores psicológicos. Por isso, o paciente deve ficar de olho nas situações que desencadeiam o problema, como o estresse e as tensões do dia a dia ou outras situações que acionem esse gatilho. Até mesmo hábitos do dia a dia podem fazer com que a situação ocorra, como morder os lábios, bochechas ou outros objetos, mascar chicletes e até a má postura.

Além dos estalos

Não são só os estalos na mandíbula que representam a disfunção temporomadibular. Dores de cabeça, nos músculos do rosto ou no ouvido também podem significar DTM, além da sensibilidade nos músculos e dificuldades para abrir a boca.

“Esses são os principais sintomas, mas outros também representam o problema, como enxaqueca, zumbidos ou dificuldades na mastigação”, explica Nacarato, que é dentista em São Paulo há mais de 30 anos.

Sente dores nas mandíbulas, de cabeça e até no pescoço? Algum familiar já comentou a respeito do apertamento dentário feito enquanto dorme ou de forma involuntária? Realizou tratamento de canal e se sente que algo pode estar errado? É o momento de se consultar com um dentista a fim de evitar consequências mais graves. Agende uma consulta na Clínica Nacarato, que está localizada no bairro Jardins e conta com estacionamento próprio.

CategoryOdontologia

Responsável Técnico - Dr. Paulo Nacarato (CROSP 36130)| Clínica Nacarato Odontologia (CROCL9597)

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